2009/12/28

Cinema


Há quem lhe chame David Lynch

lixo


Eu chamo-lhe David Lixo

2009/11/21

Amigos...

...estão sempre lá. Não é isso que costumam dizer? Eu pelo menos costumo. Não sei onde é propriamente o lá, ou sequer o que entendo por sempre, mas, estão sempre lá. Algures entre o sopro do subconsciente e a vontade de um abraço. Se fosse possível catalogar os amigos numa taxonomia de sensações eu diria que são uma espécie de beijo ao vento, um respirar convulsivo de alegria, a face hirsuta do pai natal, um som estridente, um festival. Como poderei utilizar taxonomias? Nem sequer os sei identificar. Se existisse uma teoria física sobre o conceito amigo a gente poderia imaginar a energia potencial como sendo a probabilidade daquela pessoa que a gente não conhece se tornar um dos cavaleiros indagantes da nossa alma. A energia cinética traduziria a taxa de frenesim que a gente sente quando se encontra, meses depois, com alguém que nunca se chegou verdadeiramente a separar. Os amigos são isto. São? Que visão redutora. Os amigos são muito mais, são aquilo que nunca imaginei poderem vir a ser, o preto no branco, a luz na noite, um calção sem bicicleta, uma visão turva, um antagonismo que nos completa. Numa visão pragmatista os amigos são aquelas almas que nos amparam o som reflectido da nossa personalidade, almas gémeas encarceradas em corpos vários. Os amigos são fieis, constantes, alegres e dizem sim. Dizem? Que visão deprimente. Os amigos enganam os nossos defeitos, faltam à nossa estupidez e entristecem-se com o nosso mau comportamento, os amigos dizem não. Os amigos são tudo aquilo que nunca esperei, envoltos numa realidade que sempre soube existir. São o ontem e o amanhã unidos pelo fio invisível do presente, a água benta presente no éter da aguardente...

2009/10/06

Unix Jokes

Já ouviram falar no Linux certo? Muito na moda actualmente (e ainda bem). Ora bem estive a ler umas tretas e reparei que houve gente com muito tempo livre que se dedicou a fazer uma lista das piadas que o seu pai (unix) devolve aquando a execução de determinados comandos na shell.

Pois bem aí vai:

% rm meese-ethics
rm: meese-ethics nonexistent
% ar m God
ar: God does not exist
% "How would you rate Dan Quayle's incompetence?
Unmatched ".
% ^How did the sex change^ operation go?
Modifier failed.
% If I had a ( for every $ the Congress spent,
what would I have?
Too many ('s.
% make love
Make: Don't know how to make love. Stop.
% sleep with me
bad character
% got a light?
No match.
% man: why did you get a divorce?
man:: Too many arguments.
% ^What is saccharine?
Bad substitute.
% %blow
%blow: No such job.

Biblio:
The Unix Haters, pag 75

2009/10/05

Canção do Exílio...

Canção do Exílio

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

Gonçalves Dias

2009/09/29

Para o Catso

Na arte de bem foder
O povo até mais não
Fica o colhão sempre a arder
De não ter nada, tocar à mão.

É escusado retrucar
Aqueles senhores do dinheiro.
Na verdade é sempre o mesmo
Que se fode o dia inteiro

Meu vizinho não quer saber
Minha avó já pouco escuta
Neste mundo todos querem comer
Do mesmo sítio a mesma fruta

Agora que aliviei num espirro
Aquilo que todos sentem
Devo realizar um retiro
Para entender como eles mentem

Mentem porque eu não os ouço
São o resultado da indiferença
Com este comportamento de moço
Qual será minha sentença?

Passo os dias a reclamar
Com a sociedade e a justiça.
Mas na hora de denunciar
Sou sem boca e cego de vista

Comiseração é o meu lema
Filosofia do coitadinho.
Ainda ontem virou tema
A história de um pobrezinho

Mas pobres sempre haverão
Porque há quem não queira trabalhar
Difícil é dar a mão
Aqueles que ajudas a explorar.

A sociedade é muito chique
Quando se trata de aparecer.
Com uma levis e umas nike
Fazes outros perecer.

Ah mas a vida é mesmo assim!
Dizes-me tu indiferente
Mas como queres meu caro amigo
Uma vida benevolente?

Queres que o mundo mude
Não te censuro o pedido
Mas se te peço atitude
Está logo tudo perdido!

Que dizer destes políticos
Manequins da sociedade?
Meus amigos, são os rebanhos
Da nossa mediocridade.

Não desças ao nível deles
Diz-me a voz da razão
Mas como é que a posso ouvir
Se me dói o coração

Por isso bem alto digo
De mente aberta, resoluta
Fazei da peida um figo
Seus grandes filhos da puta

2009/08/25

Flickr

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2009/04/21

Operário em construção...



.... Vinícius de Moraes